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sexta-feira, 15 de abril de 2022

[Esp] Sexta-Feira Santa, dia de amor




Cristo, em seu infinito Amor, morreu pensando em cada homem e mulher que sente atração pelo mesmo sexo (AMS) que já havia vivido, que vivia e que viveria depois de seu ato extremo de entrega pela humanidade para a remissão dos nossos pecados. Hoje é o verdadeiro dia do amor, do enamorado de nossa alma, em que o único que pode saciar nossa sede de afeto, de companhia, de compreensão, nos disse: “Foi por você.” Hoje, neste dia tão importante em que rememoramos o sacrifício do Amado Eterno, adoremos a Cristo crucificado. Beijemos seus pés, sabendo que ele nos perdoa e sempre nos perdoará, pois o seu sangue divino lava nossos pecados sempre que expressarmos autêntico arrependimento por aquele não nos deixa de nos oferecer misericórdia, assim como a sua graça para que prossigamos buscando viver a castidade, as metas de nosso apostolado, para que cheguemos ao dia em que poderemos agradecer, face a face, Àquele que tudo deu por nós. Coragem e confiança!




Vamos nos transportar pelo pensamento ao Calvário. Adoremos, ali, Jesus pregado na cruz para nossa salvação, e vendo esse corpo todo coberto de feridas, deixemos transbordar dos nossos corações a compaixão, o reconhecimento, a contrição, o louvor e o amor.


A sexta-feira santa, dia de amor


Percorramos com um olhar de amor o divino crucificado desde os pés até a cabeça, desde a menor palpitação de seu coração até as suas mais vivas emoções: tudo nos constrange a amá-lo. Tudo nos clama: Meu filho, dá-me o teu coração. Os seus braços estendidos dizem-nos que ele nos abraça a todos em seu amor; a sua cabeça, que não poderia repousar senão sobre os espinhos que a cobrem, se inclina para nós, a fim de nos dar o ósculo de paz e de reconciliação; o seu corpo, todo ferido de golpes, ergue-se pelas pulsações do coração, que o amor move; as suas mãos, fortemente rasgadas pelo peso do corpo; o seu rosto pisado; todas as suas veias exangues; a sua boca ressequida pela sede; todas as chagas, finalmente, de que o seu corpo está coberto, formam um concerto de vozes que nos calam: Vede como eu vos amei. E não podemos penetrar no seu coração! Veríamos esse coração cuidando de cada um de nós, como se só tivesse que amar cada um de nós, pedindo misericórdia para as nossas ingratidões, tibiezas e culpas; solicitando para nós todos os socorros da graça que temos recebido e eu havemos de receber; oferecendo por nós a seu Pai o seu sangue, a sua vida, todas as suas dores interiores e exteriores; finalmente, consumindo-se em indizíveis incêndios de amor, sem que nada o possa disso distrair. Ó amor! Seria muito morrer de amor por tanto amor? Ó bom Jesus! Eu vos direi com S. Bernardo: Nada me move, nada me constrange, nada me abrasa, nada me faz vos amar como a vossa sagrada Paixão. É o que me atrai mais suavemente a minha devoção, impressiona-me mais fortemente, une-me mais estreitamente a vós. Oh! Quanta razão tinha S. Francisco de Sales para dizer que o monte do Calvário e o monte do amor; que nas chagas do leão da tribo de Judá as almas fiéis acham o mel do amor e que até no céu, depois da bondade divina, a vossa sagrada Paixão é o motivo mais poderoso, mais doce, mais forte, que enche de amor todos os bem-aventurados! E poderei eu, depois disso, ó Jesus crucificado, viver outra vida senão a vida de amor para convosco?






A sexta-feira santa, dia de conversão


Para provar a Jesus crucificado que o amo verdadeiramente devo me converter, isto é, fazer morrer ao pé da cruz tudo o que é do homem em mim, todas as minhas negligências e tibiezas, todo o meu amor, próprio e orgulho, toda essa cobiça de bem estar e de gozo, tão inimiga do que incomoda ou desagrada, esse melindre, que se ofende de tudo; esse espírito de crítica e maledicência, que encontra o que dizer contra tudo; essa leviandade, essa distração e inaplicação do espírito, que não quer se entregar à meditação; essa intemperança da língua que manifesta tudo o que o coração sente; finalmente, tudo o que é incompatível com o amor que Jesus crucificado pede aos seus. Devemos substituir essas más inclinações pelas sólidas virtudes que a cruz ensina: a humildade, a mansidão, a caridade, a paciência, a abnegação. Jesus nos pede isso por todas as suas chagas como por outras tantas línguas. Poderei eu recusar o que ele me pede? Poderei conservar ainda as minhas inclinações, quando o vejo nu na cruz, e não fazer da sua nudez o meu vestido, dos seus opróbrios a minha divisa, da sua pobreza a minha riqueza, da sua confusão a minha glória, das duas dores o meu gozo?

(Meditações para todos os dias do ano, do Padre M. Hamon)


terça-feira, 2 de novembro de 2021

[Atld] Aniversário de 10 anos do Courage no Brasil




Há dez anos, na cidade de São Paulo, começou a primeira célula do Apostolado Courage no Brasil. Depois de vários meses de divulgação do apostolado na internet, quatro jovens se reuniram no Centro Cultural Vergueiro, rezaram juntos, tiveram formação e partilharam sobre seus desafios em seguir o caminho de Jesus Cristo, sentindo atração pelo mesmo sexo. 

Para eles, aquela reunião foi um tempo de graça, uma oportunidade única de falar abertamente sobre os próprios sentimentos e lutas, em um espaço de acolhida e apoio espiritual. Quem estava ali, escutando, sabia o tamanho da cruz do outro, entendia a dimensão dos seus sofrimentos e o valor de cada pequena conquista em praticar a virtude cristã, pois travava o mesmo combate e tinha o mesmo objetivo: a felicidade do Céu. 

Este é o privilégio que o Bom Deus concedeu à obra do Pe. John Harvey, o apostolado Courage, desde sua fundação nos Estados Unidos, em 1980: ser um lugar de encorajamento, oração e dedicação, companheirismo, apoio mútuo e bom exemplo para homens e mulheres que, sentindo atração pelo mesmo sexo, lutam por viver à altura de sua vocação cristã. Um vínculo entre irmãos e irmãs, unidos pelo amor de Jesus Cristo na Cruz. Uma unidade de corações que não precisa da erotização ou das vias destrutivas do pecado. Homens e mulheres, sentindo atração pelo mesmo sexo, podem ter castas amizades com pessoas do mesmo sexo. Como todo filho de Deus, têm um coração que pode amar e ser amado; têm qualidades e dons preciosos que podem ser colocados à serviço do próximo, dentro da Igreja.   

No Brasil, a primeira célula nasceu por iniciativa de fiéis leigos, mas, com a Providência de Deus, vários operários se juntaram a esta obra, incluindo presbíteros e bispos. A doação e a generosidade dessas almas permitiram que a graça de Deus desse fruto e que, hoje, tenhamos várias células espalhadas pelo país, atendendo centenas de pessoas, tanto presencialmente quanto pela internet. Somos imensamente gratos ao Senhor e a cada um desses nossos irmãos por essa união de esforços. 

Para o futuro, pedimos a Deus a graça de perseverar nas Cinco Metas e de alcançarmos nossos irmãos e irmãs que ainda enfrentam sozinhos os desafios da homossexualidade. Rogamos a todos os santos que estão no Céu, a todas as santas almas do Purgatório, em especial às almas santas que heroicamente venceram a luta pela castidade, que rezem por nós. Sob a intercessão de Maria, Sempre Virgem e Mãe de Deus, queremos continuar fiéis à missão do nosso fundador, Pe. John Harvey. Passo a passo, carregando nossa querida cruz, queremos participar do eterno hosana da comunhão dos santos.