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segunda-feira, 11 de julho de 2022

[Esp] São Bento e a vitória sobre a tentação impura

 

A auto-mortificação de São Bento


SÃO BENTO E A VITÓRIA
SOBRE A TENTAÇÃO DA CARNE
.

 

Certa vez, quando estava só, apareceu-lhe o tentador: uma dessas avezinhas pretas, conhecidas vulgarmente pelo nome de melro, começou a esvoaçar em torno do seu rosto e a chegar importunamente tão perto que o santo homem, se o quisesse, a poderia apanhar com a mão. Em vez disto, fez o sinal da cruz, e o pássaro afastou-se. Desaparecida, porém, a ave, seguiu-se-lhe grande tentação carnal, qual nunca o santo experimentara. Conhecera outrora certa mulher, que o espírito maligno lhe fazia por essa ocasião voltar aos olhos do espírito, inflamando de tal modo o coração do servo de Deus a lembrança de sua formosura, que seu peito mal podia conter as chamas do amor, e que quase pensava em abandonar o deserto, vencido pela paixão. Mas eis que de repente foi contemplado pela graça celeste, e voltou a si; vendo, então, ao lado de si crescerem densas moitas de urtigas e espinhos, atirou-se, despido, a essas pontas e a essas chamas, onde se revolveu por tanto tempo, que, ao sair, estava ferido por todo o corpo. Assim expulsou do corpo, pelas feridas da carne, a chaga do espírito: convertera em dor a volúpia. Ardendo por fora em justa punição, apagou o que por dentro ilicitamente queimava. Venceu, pois, o pecado, porque transformou a natureza do incêndio. E a partir dessa época, como ele mesmo dizia aos discípulos, foi nele a tal ponto subjugada a tentação da volúpia que nunca mais a sentiu.

(Vida e Milagres de São Bento, de autoria de São Gregório Magno, Papa)


* * *


A Igreja nos apresenta o calendário litúrgico não para que para ele olhemos placidamente e peçamos bens materiais aos santos cujas festas são comemoradas em dias específicos. Os santos nos são colocados como modelos a serem seguidos, cabendo a nós vermos em seus exemplos as virtudes que devemos praticar em nossas vidas, afastando-nos dos ídolos (celebridades) apresentados pelo mundo.

Hoje é festa de São Bento, e diante desse mundo tão sexualizado no qual vivemos, vem seu ensinamento de como lidar com as tentações da carne. Como dizia São Domingos Sávio: “Antes morrer do que pecar”. É necessário sermos violentos contra as tentações impuras, o que não implica em sempre que elas aparecerem procurar uma roseira cheia de espinhos e se jogar nela. O exemplo de São Bento é: inclua mortificações em sua vida! Fuja das ocasiões de pecado! Somos muito acostumados com o conforto, e qualquer sacrifício é evitado. No entanto, sabemos muito bem que não há salvação ou santidade sem cruz.

Coragem!


domingo, 24 de outubro de 2021

[Atld] Culpa vs. vergonha em uma era de promiscuidade sexual

 




Culpa vs. vergonha em uma era
de promiscuidade sexual


Por Michael K. Horne, Psy.D.


Um dos maiores desafios ao lidar com pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo é o conflito entre o que o mundo diz que trará felicidade e os nossos sentimentos. O mundo passa a mensagem de que devemos agir baseados em nossos impulsos, como se a verdadeira satisfação estivesse na busca desses desejos. Essa crença está na raiz da “cultura do ficar” – a ideia de que relações sexuais casuais autocomplacentes são o sinal de uma sociedade saudável e madura, liberta dos limites sufocantes de uma moralidade vitoriana ultrapassada ou de um conjunto antiquado de restrições religiosas.

A verdade é que a promiscuidade sexual não é libertadora nem saudável, não importa o quanto o mundo a exalte. O que tende a acompanhar a promiscuidade sexual é uma sensação de inquietação interna, que pode não ser devidamente reconhecida pelo mundo, mas é compreendida pela antropologia católica como culpa. A culpa não é ruim. Não deve ser ignorada ou anestesiada, mas sim ser vista como uma “luz de verificação do motor” para a alma. Se sentimos culpa depois de nos envolvermos em um certo tipo de comportamento, talvez esse comportamento não combine com nossa dignidade intrínseca como pessoa feita à imagem e semelhança de Deus. A culpa pode ser uma chamada à ação, aquela percepção incômoda de que o que estamos buscando verdadeiramente não nos trará prosperidade, ou uma relação satisfatória, ou seja lá o que buscamos, no fundo. Mas a culpa, se abordada inadequadamente, pode se transformar em sentimento de vergonha.

Uma forma de entender a diferença entre culpa e vergonha é que a culpa vem quando nos sentimos mal por algo que fizemos. Sentimos culpa quando magoamos alguém que amamos ou somos desonestos no trabalho, ou atacamos alguém sem motivo. Reconhecemos que o que fizemos é errado, e esse reconhecimento causa uma angústia interna baseada em nossas ações ou escolhas. A vergonha, no entanto, surge quando vemos nossas ações ou escolhas como erradas, mas internalizamos essa sensação de erro a tal ponto que começamos a nos ver como essencialmente errados ou maus. Nesse caso, a angústia interna vem da perspectiva de que nós, não apenas nossas ações, somos defeituosos, estragados ou inconvenientes. Esse sentimento de vergonha pode levar-nos a sentirmo-nos indignos de ser amados ou acreditar que não merecemos outra coisa senão a solidão. Um sentimento de vergonha esmagador pode causar tanta autoaversão que buscamos consolo naquela mesma atividade que nos levou a sentir vergonha inicialmente. Por exemplo, um jovem que vê pornografia com frequência sente culpa quanto a suas escolhas. No entanto, essa culpa traz consigo um sentimento de vergonha quando o jovem começa a acreditar que o uso da pornografia causaria rejeição por parte dos outros se soubessem a respeito disso. Começa a ver-se como indigno de ter relacionamentos saudáveis, o que o enche de frustração, maior solidão e desespero. E, nesse desespero, procura anestesiar a dor vendo pornografia. O ciclo continua e piora.

No entanto, há uma diferença entre a pessoa (quem somos) e a ação (o que fazemos). Essa diferença é, muitas vezes, ignorada no mundo moderno. Por termos a cosmovisão católica, conseguimos entender que a bondade e a dignidade da pessoa estão presentes mesmo quando as escolhas que ela faz não são objetivamente boas. Podemos julgar se uma ação é correta ou incorreta, ao mesmo tempo em que não entramos no mérito de a própria pessoa ser essencialmente boa. Da mesma forma, podemos amar a pessoa mesmo que não possamos aprovar seu comportamento ou suas escolhas, como quando essas escolhas envolvem comportamentos sexuais que não estão de acordo com o plano de Deus para a sexualidade humana – como a promiscuidade ou o consumo de pornografia.

Se, nessa experiência de culpa, somos capazes de reconhecer que um certo comportamento seja contrário à nossa busca do bem-estar e da prosperidade, podemos fazer uma escolha diferente. A capacidade de abandonar a busca egoísta do prazer ou da promiscuidade motivada por feridas emocionais e, em vez disso, aproximar-se da castidade, pode combater comportamentos que, enquanto visam à busca da felicidade, levam-nos a sentirmo-nos mais sozinhos e isolados dos outros em nossa vida.



Dr. Horne é o diretor de serviços clínicos da “Catholic Charities” da Diocese de Arlington. Ele obteve o doutorado em psicologia clínica pelo “Institute for the Psychological Sciences” (IPS) em 2009, quando se especializou em terapia infantil e escreveu sua tese de doutorado sobre videogames violentos e o impacto deles no jogador. Antes de fazer o doutorado, Dr. Horne trabalhou na televisão na KVR9 em Austin (Texas) e na Houston PBS. Dr. Horne trabalhou em muitas clínicas de saúde mental católicas, como a “Catholic Social Services” em Lincoln (Nebraska) e a “Alpha Omega Clinic” em Fairfax. Também teve a oportunidade de trabalhar como conselheiro escolar na Diocese de Arlington. É o autor de ”The Tech Talk: Strategies for Families in a Digital World” (“O Papo Tech: Estratégias para as Famílias no Mundo Digital”, em tradução livre) (Our Sunday Visitor, 2017). Dr. Horne e sua esposa, Kara, vivem em Fredericksburg com seus três filhos e são paroquianos da “St. Mary of the Immaculate Conception” (Santa Maria da Imaculada Conceição). (Biografia retirada do site da Diocese de Arlington)


(o artigo original pode se encontra aqui)


quinta-feira, 29 de julho de 2021

Especialistas Afirmam: Crianças “Transgênero” Precisam do Amor e da Verdade

 

Especialistas Afirmam:
Crianças “Transgênero” Precisam do Amor e da Verdade

 

A Conferência Internacional do Courage e do Encourage enfrenta uma questão difícil.


Da esquerda para a direita:
Diácono Patrick Lappert, um médico que serve como capelão do Courage,
o Bispo Carl Kemme e o Bispo John LeVoir (Foto Cortesia/Courage)


Existem boas notícias para os pais católicos e outros que lidam com alguém que se identifica como transgênero em sua família.

É o que disseram vozes de liderança católica sobre as polêmicas questões de identidade de gênero, na Conferência Internacional do Courage e EnCourage, que ocorreu neste mês de julho no campus da Faculdade Beneditina de Atchinson, Kansas.

“Se você acaba de saber que seu filho(a) se identifica como LGBTQ+, você não está sozinho”, disse a organização via Twitter ao iniciar sua Conferência de três dias em 15 de julho.

O Courage trabalha com homens e mulheres que sentem atração por pessoas do mesmo sexo e que compartilham cinco metas: castidade, oração, companheirismo, apoio mútuo e ser bom exemplo aos demais. O EnCourage trabalha com famílias de pessoas “LGBT”, oferecendo espiritualidade, informação, auxílio para relacionamentos, assistência e testemunhos.

Líderes desta organização de 41 anos e palestrantes nacionais que participaram da conferência sentaram-se conosco (os jornalistas) para discutirmos exatamente o que as famílias deveriam fazer quando uma criança questiona o seu sexo biológico.

Seu conselho encontrou ouvidos em palestras aos mais de 700 participantes da Conferência, incluindo os 480 que integraram sua modalidade on-line, representando os 5 continentes, mais de 20 países e quase todos os estados dos Estados Unidos da América.

A prevenção positiva é a primeira tarefa das famílias católicas, diz o diretor executivo do Courage, padre Philip Bochanski.

“A cultura dos nossos tempos traz a ideia de que podemos ser do sexo que não somos, primeiramente porque não entendemos o que há de bom no sexo a que pertencemos”, afirmou. “Fale corajosamente sobre o que significa ser um homem, por que é bom ser uma mulher, e o modo que os sexos se complementam de uma maneira benévola, sendo bons um para o outro”.

O tema da conferência deste ano, “São José: Modelo de Amor Corajoso”, concedeu aos seus palestrantes a oportunidade de abordar a complementaridade dos sexos.

O bispo emérito John LeVoir, de New Ulm, Minnesota - um dos 4 bispos presentes - apontou, “o vínculo entre José e Maria é o que Nosso Senhor presenciou. Essa é a formação que ele experimentou. Nós podemos apreciar de fato essa formação”.

Greg Bottaro prosseguiu aprofundando no tema. O diretor do Instituto de Psicologia CatholicPsych disse aos presentes que toda família precisa de um pai e uma mãe. “Todos nós precisamos de Jesus”, frisou, “e todos precisamos do pai e da mãe de Jesus”.


Gregg Bottaro discursa durante uma sessão
da Conferência Internacional do Courage

O tema entusiasmou os participantes. “Eu vou à Conferência do Courage anualmente, para renovar-me espiritualmente e me reunir com a família” disse Garrett (que não quis identificar seu sobrenome), um membro da célula de Washington, D.C, do Courage. “Mas na conferência deste ano eu também cheguei a conhecer melhor meu pai espiritual, o Glorioso São José”.

 

O Que Dizer a Uma Criança

 

Mas o que farão o pai e a mãe quando uma criança flerta com a ideia de ser transgênero? O rol de especialistas presente na conferência apresentou conselhos incisivos.

“O ponto inicial é o que São Paulo disse aos Efésios: Diga a verdade com amor”, disse o padre Bochanski.

“Você não deve usar a verdade como porrete”, afirmou. “Não se torne deliberadamente agressivo ou provocativo. Mantenha a comunicação na família, o que inclui não apenas comunicar-se com o ente querido que está passando por disforia de gênero, mas com o restante da família”.

O que você disser significará muito, disse o diácono e doutor em medicina Patrick Lappert, capelão do Courage e cirurgião de plásticas reconstrutivas no Alabama. O diácono passou 24 anos na marinha americana como cirurgião reconstrutivo, exercendo a mesma profissão por 15 anos como civil.

Com crianças pequenas, “se você demonstra amor enquanto insiste na verdade, mais de 80% delas entenderão. Se você der mensagens de afirmação, 100% delas vão persistir. O que a família diz é de importância crucial”.

Mary Rice Hasson, do Centro de Ética e Políticas Públicas, fundou o Projeto Pessoa e Identidade em Washington, D.C., para ajudar pais a lidar com esses tipos específicos de questão.

Hason reiterou que, ao falar com uma criancinha com crise de identidade de gênero, é preciso estar atento para perceber a quem a criança está dando atenção. Às vezes é a um conselheiro, ou um professor, mas provavelmente alguém está influenciando-a.

“À criança foi dada essa rota como um suposto caminho da felicidade”, ela disse. “Os menores estão aprendendo e vão sentir-se livres pra dizer coisas como ‘meus pais são transfóbicos’. Uma coisa que é importante aos pais é afirmar para a criança que vocês a amam”.

Mas os pais devem esperar uma alarmante e incômoda resposta das vozes promovendo o transgenderismo, constataram os palestrantes. “Você quer um filho vivo ou uma filha morta?”, é o tipo de mensagem que eles direcionam aos pais.

Muitas vezes, os pais creem precisar responder com a mesma intensidade. Não é aconselhável, diz Hasson.

“Remova a questão da urgência da conversa. Diga: ‘Vamos pensar'". “Resista ao plano que eles estão empurrando às crianças. É como um ‘script’ que muitas dessas crianças têm. Para quebrar tal dinâmica, os pais que foram bem sucedidos disseram: 'Espere um pouco.' "

Um bom tema para se conversar é falar sobre saúde física, diz Hasson. Será preciso antes achar um pediatra de confiança.

Mas, conforme o diácono Lappert, “o que você diz aos pais e aos entes queridos tem muito a ver com a idade da pessoa a quem você se dirige”.

“Quando a criança chega à adolescência ou vira um jovem adulto” a estratégia é diferente, disse ele. Por exemplo, talvez não seja necessário reafirmar em que você acredita. “Presumivelmente, eles já o sabem. Nesse momento, coloque tudo de lado e foque no relacionamento com eles”, disse. “As pesquisas apontam que, quando o relacionamento com os pais é mantido, o mau comportamento sexual diminui”.

 

Entenda o Plano de Fundo

 

O diácono de Alabama disse que, lidando com qual seja a idade, é importante conhecer os dados científicos.

“Os opositores vão afirmar ter a ciência a seu lado, mas o que eles realmente têm é o nível mais rasteiro de evidências científicas”, afirmou. “A literatura internacional está demonstrando exatamente o oposto. O Hospital da Universidade Karolinska em Estocolmo abandonou os bloqueadores de puberdade”, exemplificando, conjuntamente com a Holanda, a Finlândia e a Alta Corte de Londres.

O que é importante é dirigir-se não apenas aos sintomas, isto é, a disforia em si, mas às feridas por trás delas, disse Hasson.

O transgenderismo é “socialmente contagioso para algumas crianças em especial porque elas são vulneráveis e tem problemas preexistentes. Elas já possuem complexo de inferioridade”, disse, citando um estudo mostrando que pessoas jovens com disforia de gênero possuem altos índices de trauma emocional e abuso físico ou mesmo sexual, em casa ou fora.

Para esses indivíduos feridos, a comunidade "LGBTQ" oferece uma nova página em suas vidas.

“Não é apenas uma modinha para estudantes do Ensino Médio, embora exista um pouco disso”, disse Hasson. “É algo que traz um apelo tremendo a um coração machucado: ‘eu posso ter um futuro que vale a pena. Eu posso conseguir me afirmar’”.

“As pessoas passam por um isolamento radical vivendo no mundo em que nós vivemos”, disse o diácono. “Existe um desejo profundo por viver em comunidade. O tratamento transgênero oferece esperança. Nós dizemos a eles que vamos afastar a dor de estarem socialmente isolados”. Mas então a verdade do programa se revela, com os bloqueadores de puberdade, depois as cirurgias estéticas e a mudança facial. “Apesar de tudo, dentro de 5 a 7 anos, há um retorno da taxa de suicídio para os 40% iniciais, o que é 19 vezes a taxa de suicídio da população mundial”.

Tudo retorna a São José, disse o padre Bochanski. O santo encontrou a felicidade não servindo aos seus desejos, mas servindo a Jesus e a Maria.

“Nós tornamo-nos quem somos somente quando nos doamos”, afirmou. “É o dom de si que nos mostra quem realmente somos”.



TOM HOOPES
é um escritor que reside no Benedictine College em Kansas.

 

O texto original pode ser encontrado aqui.

terça-feira, 16 de junho de 2020

[Atld] Conferência on-line para sacerdotes


CONFERÊNCIA ON-LINE


PARA SACERDOTES


(EM ESPANHOL)



Acompanhando pessoas com inclinações homossexuais:
pautas pastorais à luz da verdade e da misericórdia





Fazendo eco ao convite da Igreja de acolher com «respeito, compaixão e delicadeza» (CIC § 2358) as pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo (AMS), os experientes palestrantes desta conferência abordarão temas de formação teórica, teológica e pastoral sobre os ensinamentos da Igreja a respeito da homossexualidade e exporão uma série de pautas e conselhos para o adequado acompanhamento destes nossos irmãos à luz da verdade, da caridade e da misericórdia.
«Vivendo na verdade e no amor, cresçamos plenamente, unidos a Cristo» (Ef 4, 15).
A conferência não tem custo e está dirigida a sacerdotes e diáconos católicos. Disponibilidade limitada. Se tens alguma pergunta, por favor escreva-nos: oficina@couragerc.org.


PROGRAMAÇÃO

Sábado, 20 de junho de 2020 (Hora de Nova Iorque) -- (Horário de Brasília é uma hora a mais)

09:45 -- Conectar-se
10:00 -- Início da conferência / indicações
10:10 -- Testemunho de uma pessoa com AMS
11:00 -- Sessão de perguntas e respostas
11:15 – Descanso
11:25 -- Ensinamento da Igreja sobre a homossexualidade / Cuidado pastoral
12:15 -- Sessão de perguntas e respostas
12:30 -- Descanso (30 minutos)
13:00 -- Testemunho de uma mãe com um filho com AMS
13:45 -- Perguntas e respostas de todos os palestrantes
14:55 -- Conclusão da conferência

Este programa está sujeito a modificações.

A conferência será em ESPANHOL

PALESTRANTES

Padre Victor Luna, LC -- O padre Victor Luna é religioso da congregação dos Legionários de Cristo. Com 28 anos de vida religiosa e 18 como sacerdote, o padre de Luna acompanhou e atendeu a pessoas com atração pelo mesmo sexo (AMS) por mais de 15 anos na Europa e América do Sul. Há cinco anos serve como capelão do Courage Itália.
O Padre de Luna é licenciado em psicologia clínica pela Universidade de La Salle, Torreón, Coahuila, México e realizou seus estudos eclesiásticos de Filosofia e Teologia no Ateneo Pontificio Regina Apostolorum, na cidade de Roma. Antes do seu ingresso nos Legionários de Cristo, atuou como psicólogo por cinco anos. Como religioso, serviu como reitor do seminário Maria Mater Ecclesiae de São Paulo, Brasil, para a formação de seminaristas diocesanos. Também serviu como capelão e diretor espiritual de adolescentes, jovens, adultos e consagrados.

Andrés C. -- Andrés é licenciado em Língua Inglesa e se dedica à docência e ao serviço de uma associação sem fins lucrativos. Originário da cidade de Chihuahua, México, Andrés cresceu no seio de uma família católica conversa. Aos 16 anos, descobriu que sentia atração por pessoa do seu mesmo sexo (AMS) e começou a levar uma vida sexualmente ativa. Depois de viver por dois anos o estilo de vida homossexual, Andrés encontrou o Apostolado Courage no ano de 2009, o que marcou um antes e um depois em sua vida. Atualmente, com mais de uma década como membro do Courage, Andrés dedica parte do seu tempo a encorajar pessoas com AMS, compartilhando seu testemunho de vida em conferências e eventos que promevem a castidade.

Mãe membro do Encourage -- Uma mãe de família, membro do apostolado Encourage, compartirá conosco seu testemunho como mãe de uma pessoa com AMS.

INSCRIÇÕES

Para participar da Conferência você somente deve preencher o formulário de inscrição. Depois de enviar o formulário, você receberá um e-mail de confirmação com informação detalhada sobre como ingressar nos módulos da conferência.
Esta conferência é gratuita e está direcionada a sacerdotes e diáconos católicos. Disponibilidade limitada.
Se você tem alguma pergunta, por favor escreva-nos: oficina@couragerc.org

METODOLOGIA

Inscreva-se -- Preencha o formulário de inscrição e marque a data da conferência em sua agenda. Basta clicar aqui.
Download -- A conferência online se dará na plataforma Zoom para teleconferências. Se ainda não tem o programa instalado em seu computador, pode fazer o download neste link: https://zoom.us/download
Estuda -- Depois de haver enviado o formulário de inscrição, receberás um e-mail com um pacote de recursos pastorais informativos. Recomendamos a você lê-los para estar melhor preparado para a conferência.
Conecte-se -- Antes da conferência, você receberá por e-mail o link de acesso à conferência. Procure conectar-se com tempo [de antecedência]. Para uma melhor experiência, recomendamos utilizar fones de ouvido com microfone. Conecte-se de um lugar com bom sinal de internet. Conecte-se de um computador portátil (laptop) ou PC (não por celular).



sábado, 1 de fevereiro de 2020

[FH] Vivendo a vocação de solteiro


VIVENDO A VOCAÇÃO DO CELIBATO
Pelo Padre Robert P. Maloney, C.M.




Ponha cada um ao serviço dos demais a graça que recebeu,
como bons admiradores das diversas graças de Deus.
I Pedro 4, 10

O Reino de Deus e a paz no Espírito Santo.
Deus reinará em vocês, se o seu coração estiver em paz.
SV I, 114

Todos vivem uma significativa parte da vida como solteiro ou solteira, buscando o Senhor neste estado e tentando discernir que direção tomar em um futuro incerto. Alguns escolhem ficar solteiros por toda a vida. Outros ficam solteiros por um tempo considerável, buscando um parceiro ou parceira para o casamento; este período é em geral muito longo, dado que a idade em que os jovens decidem se casar tem aumentado na maior parte dos lugares do mundo. Outros ainda continuam na vida de solteiros não por sua inclinação, mas por uma variedade de circunstâncias algumas escolhidas por livre vontade e outras impostas. E outros enfim se casam e se tornam solteiros novamente pela morte do cônjuge ou pelo fim de seu casamento.
(...)
A vocação para solteiro tem suas belezas e fardos. Como todas as vocações, não deve ser um fim em si mesma, mas um caminho para doar-se a si mesmo.
Sua beleza reside nas oportunidades única que oferece. Permite tempo abundante, liberdade e flexibilidade para explorar múltiplas possibilidades para pôr-se a serviço dos outros. A pessoa solteira tem mobilidade uma vez que não estabeleceu um compromisso com uma comunidade de pessoas, como fazem as pessoas casadas. Por esta a razão, a vocação para solteiro demanda um contínuo e cuidadoso discernimento sobre como doar a sua própria vida.
Os solteiros têm também a oportunidade de uma considerável introspecção, especialmente se vivem sozinhos. Esta introspecção os convida a concentrar-se em Deus através da oração.
No entanto, como todas as vocações, a do celibato tem os seus fardos. A solidão é um deles. O desafio para o solteiro é encontrar formas saudáveis de sair da solidão e construir uma relação de auto-doação aos outros. Uma vez que os solteiros não geram uma nova vida nos filhos, é crucial que os que se decidem por esta vocação conheçam como podem gerar vida e como podem dedicar os dons de Deus aos que os circundam. As possibilidades são muitas: através do ensino, das profissões relativas à saúde, das contribuições artísticas, da pesquisa, da escrita e do serviço direto àqueles em necessidade,
O segundo fardo é a falta de um sistema de apoio ao crescimento. Este vácuo força o solteiro a construir amizades que efetivamente contribuam para a criação de um ambiente saudável ao crescimento pessoal. De fato, amigos são importantes para todos, mas são muito mais importantes para os solteiros. Os diversos ramos leigos da Família Vicentina [assim como as células do Courage] podem oferecer este ambiente de amizades saudáveis, assim como de apoio aos solteiros, sejam jovens, de meia-idade ou idosos.
E imperativo que aqueles que são solteiros por circunstâncias involuntárias ou por relações terminadas, evitem a formação de sentimentos de frustração e alienação. Jesus nos assegura que Deus nos mostra a sua Providência, mesmo em momentos de tentação. Encoraja-nos a rezar por aqueles que nos magoam. Na medida em que pedimos a bênção de Deus para eles a bênção da cura virá sobre nós. Nós somos verdadeiramente abençoados quando o amor e o perdão suplantam a hostilidade e o ódio.
A pessoa solteira jovem, na medida em que passa da infância para a adolescência e para a fase adulta, se defronta tanto com oportunidades únicas, quanto com desafios significativos.
A juventude é um tempo de aprendizado. Apresenta uma grande plasticidade. A vida de um jovem muda muito rapidamente, e, algumas vezes, drasticamente. O lado positivo desta plasticidade é a capacidade do jovem de se ajustar, de se formar e crescer.
Pessoas jovens têm uma ânsia natural por aprender a amar. A busca por relacionamentos fortes ocupa um grande espaço em sua agenda. Ao mesmo tempo, muitos são atraídos na direção da transcendência: buscam um amor que vai além da experiência do amor do dia-a-dia.
Um sínodo mundial de Bispos elaborou a seguinte mensagem à juventude:
Vocês jovens, vocês são as “sentinelas do amanhecer” (...) Como o Senhor da História Ihes pede para construir uma civilização do amor? Vocês têm um senso muito claro do que a honestidade e a sinceridade exigem... Como podemos ser juntos discípulos de Jesus e colocar em prática o ensinamento de Cristo no Monte das Bem-aventuranças? (10ª Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, 30 de setembro a 27 de outubro de 2001).
A Igreja chama a juventude para cantar uma canção para despertar o mundo assim como fazia o sentinela no mundo antigo, que se colocava de pé sobre o muro da cidade, cheio de vontade de pegar o primeiro raio do sol nascente e proclamar a sua chegada. É claro que na visão cristã do mundo, o sol nascente que proclamamos é Jesus, o Senhor Ressuscitado. Nossos grupos de jovens da Família Vicentina [assim como as células do Courage] oferecem ao jovem uma formação profunda e gradual em como seguir Cristo na amizade e em formas concretas de servir Cristo na pessoa do Pobre.
Os jovens, em seus anos de formação, na escola ou com seus pares, devem buscar ter uma profunda confiança na presença do Senhor Ressuscitado e desenvolver uma espiritualidade profundamente centrada no Evangelho. Isto é especialmente possível em uma família em que os membros têm esta mesma confiança no Senhor e apoiam-se mutuamente na vivência de vida do Senhor.
Nos seus últimos anos, muitos que um dia foram casados se tornam sozinhos novamente. Idealmente, a serenidade da paz, a confiança alegre, a conversão contínua e a oração frequente devem caracterizar esta fase final da vida. É claro que o desafio é manter-se no crescimento contínuo do amor evangélico, na prática do dia-a-dia. Aqui novamente as nossas associações leigas vicentinas podem oferecer oportunidades muito ricas.
É maravilhoso ver pessoas envelhecendo e continuando a ser criativas e mantendo um coração jovem. Para pessoas solteiras idosas, os últimos anos da vida oferecem uma oportunidade especial para desenvolverem em si mesmas dimensões contemplativas e de serviço. É também um tempo de reconciliação com o passado para curar feridas, para aceitar os sonhos que não puderam ser realizados e para avaliar a realidade de suas vidas.
A palavra “solteiro” significa “único” e também significa “sozinho”. A vida de solteiro é única porque não é facilmente caracterizada; permite múltiplas possibilidades para a doação pessoal. “Solteiro” significa “sozinho” no sentido de que, voluntária ou involuntariamente o solteiro, anda no caminho do Senhor, sem um cônjuge. A intimidade orante com o Senhor ajudará a curar a dor da solidão e transformará a vida do solteiro em fértil e profunda.
Na vivência de sua vocação é especialmente útil para os solteiros:
  • manter uma postura de bom discernimento ao longo da vida iniciando com a busca inicial de uma carreira na juventude, passando por uma vida adulta voltada para o serviço e culminando com os últimos dias, quando vocês têm momentos de maior liberdade e de mais possibilidades de escolha;
  • desenvolver um sentido para a sua vocação pessoal única, compreendendo as formas pelas quais o Senhor o chama a doar-se;
  • focar generosamente no serviço prático e efetivo dos demais, dirigindo seu tempo e seus talentos para as pessoas com necessidades à sua volta;
  • alimentar a dimensão contemplativa da vida tomando tempo para a oração silenciosa, evitando a tentação de escapar da solidão através de longas horas vendo TV, navegando na internet ou perdendo tempo com coisas que têm valor limitado ou negativo;
  • formar amizades saudáveis que possam prover apoio humano e fortalecer a sua vida no Senhor.


quarta-feira, 8 de agosto de 2018

[FH] Gay: um rótulo que dura


Um Rótulo que Dura
Por Paul Scalia[1]
Tradução e adaptação por Courage Brasil


Resultado de imagem para rótulo gay


Quando eu estava no ensino médio, os estudantes se separavam em muitos grupos diferentes: pré-vestibulandos, atletas, punks, hippies, geeks e muito mais. É como se todos tivessem recebido uma classificação não-oficial, virtualmente imutável, a um grupo particular. Quando, hoje, trabalho em escolas secundárias, percebo pouca diferença. Os grupos ainda existem (com ligeiras mudanças terminológicas), e os professores e coordenadores ainda advogam contra os rótulos. Como eles sabiamente explicam, os rótulos reforçam estereótipos e preconceitos; eles nos impedem de aceitar as pessoas e conhecê-las de forma real e concreta.
Há, no entanto, uma diferença. Os coordenadores das escolas secundárias ainda advertem os alunos com relação aos rótulos e estereótipos, ao mesmo tempo em que encorajam, cada vez mais, que um grupo de estudantes se auto-rotulem: aqueles que experimentam atrações pelo mesmo sexo (AMS). Com a assistência (e, às vezes, pressão) de grupos como a Gay-Straight Alliance e a Gay, Lesbian, Straight Education Network, as escolas secundárias pelo país, agora, corriqueiramente, têm organizações estudantis dedicadas à promoção da tolerância e aceitação da homossexualidade. De fato, a cidade de New York tem uma escola inteira – Harvey Milk High School – dedicada à “juventude gay, lésbica, transgênera e curiosa”.
Vale o esforço apontar, apesar do atraso, que os professores e coordenadores estavam certos quanto aos erros da rotulação – e errados quando eles permitiram e encorajaram os estudantes homossexuais a se auto-rotularem? Como acontece com a maioria dos erros, este em questão procede de uma certa verdade e, muitas vezes, de boas intenções. A verdade é que os adolescentes com atrações pelo mesmo sexo têm uma taxa de suicídio mais alta e são mais propensos ao abuso de álcool e drogas. Atribuir tais problemas à perseguição e assédio, os novos grupos se comprometem com a criação de uma atmosfera segura de forma que os estudantes não se sintam tentados a seguir um comportamento auto-destrutivo.
Mas, na prática, esta agenda significa mais do que apenas um fim para os xingamentos. Significa, na verdade, a aprovação da homossexualidade e, numa nova forma de xingamento, uma insistência de que os adolescentes que experimentam atrações pelo mesmo sexo “saiam do armário” como homossexuais.
Para começar, trata-se de um senso comum fracassado. Tais categorizações alimentam a tendência dos adolescentes à rotulação. Secundaristas querem pertencer a um grupo. Eles querem uma identidade. Conhecer outras pessoas, descobri-las, descobrir-se à luz de quem são – esta pode ser uma tarefa difícil. Os rótulos tornam-no muito mais fácil. Muitos adolescentes apegam-se a uma identidade por um tempo e, então, pensam melhor nela depois. Por esta razão, pais e professores protegem, tradicionalmente, os estudantes das classificações em certas categorias.
A nova abordagem, no entanto, faz o oposto. Ela encoraja a rotulação. Em vez de lutar com as dificuldades da adolescência, um secundarista ou um estudante que acabou de entrar no ensino secundário pode agora, com apoio oficial, declarar-se gay e ele terá, de forma instantânea, uma identidade e um grupo. Os adultos, de forma típica, exibem uma reserva sábia com relação às auto-descobertas dos estudantes secundaristas: eles sabem que os adolescentes ainda estão descobrindo as coisas e eles reconhecem a responsabilidade que lhes compete no que concerne à ajuda na resolução de confusões. Então, por que toda essa sabedoria natural foi, de alguma forma, abandonada nos dias hoje na área mais confusa da sexualidade dos adolescentes?
De fato, as expressões são tentadoras por causa da sua conveniência e eficiência. São comuns, estão à mão, e aparentemente esclarecem uma questão difícil. Mas elas também identificam uma pessoa individual com as suas inclinações homossexuais. Elas presumem que uma pessoa é as suas inclinações ou atrações; ele é um “gay” ou ele é um “homossexual”. Em algum ponto os adultos têm que admitir a confusão de alguém de quinze anos de idade que alega ser “um transgênero bissexual curioso”.
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Além disso, o aval das escolas a tudo isso enfraquece, de forma rápida, a autoridade dos pais numa área extraordinariamente sensível. Enquanto os pais tentam ensinar uma coisa em casa, a escola apresenta a visão oposta não apenas na sala de aula, mas, também, no meio social (no qual a escola secundária pode ter um efeito maior). E aqueles pais que têm uma forma melhor de lidar com as dificuldades dos seus filhos perceberam que os seus esforços foram contrariados. Em casa, eles se esforçam por amar os seus filhos, ajudá-los em seus conflitos e ensiná-los uma verdade coerente sobre a sexualidade humana. Entrementes na escola seus filhos recebem a propaganda e o encorajamento para argumentar precisamente contra o que os seus pais dizem.
Muito desta engenharia social está baseado na visão de que a homossexualidade é uma orientação fixa e inata. Os grupos escolares sustentam isso como um dogma indiscutível. Em um dos debates presidenciais de 2004, quando foi perguntado se ele pensa que a homossexualidade é herdada ou escolhida, o então Presidente Bush respondeu de forma sábia e modesta que ele não sabe. Com isto, ele mostrou-se estar razoavelmente bem alinhado com a comunidade científica, que não pode, produzir uma resposta uniforme à questão. O suposto “gene gay’ nunca foi provado ou descoberto. O máximo que podemos dizer é que certas pessoas possuem predisposições genéticas para a homossexualidade, o que está bastante distante de dizer que eles herdaram-na.
As organizações secundaristas, no entanto, não têm escrúpulos em declarar a questão resolvida. Ao insistir que a homossexualidade é inata, eles concluem imediatamente que um adolescente com inclinações homossexuais deve, necessariamente, ser homossexual, ou gay, ou lésbica, ou transgênero – qualquer rótulo que sirva.
As organizações secundaristas, no entanto, não têm escrúpulos em declarar a questão resolvida. Ao insistir que a homossexualidade é inata, eles concluem imediatamente que um adolescente com inclinações homossexuais devem, necessariamente, ser homossexual, ou gay, ou lésbica, ou transgênero – qualquer rótulo que sirva.
E uma vez que o rótulo está fixado, é horrivelmente difícil de removê-lo. Dura o ensino médio e deixa o adolescente à mercê dos extremos da nossa cultura. “Quem dentre vós dará uma pedra a seu filho se este lhe pedir pão? E, se lhe pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente?” cada vez mais as nossas escolas secundárias distribuem pedras e serpentes para as crianças famintas. Os adolescentes legitimamente confusos ou ansiosos sobre a sua sexualidade recebem o conselho de assumirem o rótulo homossexual, truncando as suas identidades por, talvez, a suas vidas inteiras.
Considerando os erros óbvios desta nova abordagem, a questão, especialmente para os pais, ainda permanece: como responder a adolescentes com atrações pelo mesmo sexo? O amor deve ser a principal resposta. As organizações escolares atraem os adolescentes principalmente porque elas prometem a aceitação incondicional e a afirmação da pessoa, não importa qual “orientação” ela tenha. Não importa, para os adolescentes, que receber esta aceitação e afirmação, em efeito, requer aderir à agenda gay. Eles, os adolescentes, ainda percebem tal adesão como aceitação e afirmação. Os pais precisam compreender o quão eficaz é isto. O primeiro ponto a ser conhecido, então, não consiste no que está errado mas no que está certo: o filho é amável e é amado. Aquele amor, mais do que qualquer coisa, instila, nos adolescentes, a confiança e a confidência que eles precisam para lutar com qualquer realidade dolorosa e amarga que eles possam encontrar face a face.
Imagem relacionadaE os adolescentes precisam escutar isto: as inclinações sexuais das pessoas não determinam a sua identidade. Nem todos aqueles que se consideram “homossexuais” sentem atrações pelo mesmo tipo ou no mesmo grau. Alguns têm desejos homossexuais fortes e duradouros; para outros, tais desejos são fracos e passageiros. Aglomerar todos juntos como se tivessem a mesma orientação ou identidade é uma redução grotesca de uma realidade complicada e isto danifica maciçamente as próprias pessoas que eles pretendem ajudar.
Resistir à tentação da rotulação requer que rejeitemos o vocabulário da cultura e adotemos uma terminologia mais precisa. No vulgo, as palavras “gay” e “lésbica” implicam uma orientação fixada e a vivência de um estilo de vida. Mesmo o termo “pessoa homossexual”, que é usado em alguns documentos do Vaticano, sugere que as inclinações homossexuais determinam, de alguma forma – ou seja, confinam – a identidade de uma pessoa.
Admite-se que as frases mais precisas não fluem de forma leve e fácil. Mas o que é perdido na eficiência é ganho na precisão. Termos como as “atrações pelo mesmo sexo” e “inclinações homossexuais” expressam o que uma pessoa experimenta sem identificar a pessoa com estas atrações. Ambas reconhecem as atrações e preservam a liberdade a dignidade da pessoa com estas atrações. Feita esta distinção essencial, os pais podem opor-se às atrações sem rejeitar os filhos. E enquanto os filhos amadurecem, eles não encontraram a sua identidade confinada à sua sexualidade.
Além disso, a oposição às atrações e ações homossexuais só fazem sentido quando ela está enraizada na verdade completa da sexualidade humana. Os grupos escolares “gays” ganham aprovação e suporte parcialmente porque a falta de castidade dos heterossexuais (contracepção, masturbação, sexo pré-marital, adultério e todo o resto) comprometeu a muitos. A separação deliberada que a nossa cultura fez entre o sexo e a procriação destruiu a nossa habilidade de articular uma explicação coerente da ética sexual. Os pais e educadores danificaram as ferramentas que permitiriam que eles explicassem por que a atividade homossexual é errada.
Compreender a verdade completa da sexualidade humana produz uma apreciação pela pureza. De fato, todos os jovens precisam lutar por tal virtude. Mas a pureza adquire um significado maior para aqueles com atrações pelo mesmo sexo. Nada confirmará uma identidade supostamente “gay” de forma mais rápida e sólida do que as ações homossexuais. Depois de um encontro homossexual, o adolescente deve admitir o erro de suas ações e arrepender-se ou, de forma mais atrevida, identificar-se com as suas ações e procurar por uma maneira de justificá-las.
Enquanto a licenciosidade sexual aumenta em nossa cultura, encontraremos mais adolescentes confusos quanto à sexualidade e, talvez, experimentando atrações pelo mesmo sexo. A opção fácil é dissolver a tensão através da aprovação e encorajamento da homossexualidade. Mas a coisa mais caridosa que podemos fazer por tal juventude é amá-la como imagens do próprio Deus, ensiná-las a verdade completa sobre a sexualidade humana e habilitá-los a vivê-la. Nada menos do que isso significa dar pedras aos nossos filhos quando pedem por pão.

(a matéria original pode ser encontrada aqui)




[1] Paul Scalia é um sacerdote da Diocese de Arlington, Virginia e capelão do capítulo do Courage em Arlington.